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Publicado por - 15/05/2011

A LINGUAGEM DO CORPO

Pensar sobre a linguagem do corpo é promover todas as possibilidades do movimento através da sensibilidade, vivência dos movimentos, conscientização das partes do corpo e a estimulação do lúdico.
A partir daí, aprimorar os aspectos físicos e psíquicos do corpo e suas inter-relações.
Hoje se teoriza muito corporeidade, falar em corporeidade parece simples. O termo corporeidade entrou facilmente em nossa linguagem como se sua simbologia fosse de fácil interpretação e nos levasse a um único pensamento. No dicionário, corporeidade indica a essência ou a natureza dos corpos, um estado corporal.
Os manuais nos fornecem o domínio científico e a etimologia nos diz que corporeidade é o derivado do corpo, é o organismo humano oposto à alma. A corporeidade enfim, é relativo a tudo que preencha espaço e se movimente, e que ao mesmo tempo, situe o homem como um ser no mundo.
Podemos observar que cresce a cada dia estudos e pesquisas relacionados com consciência corporal, motricidade humana, movimento independente, corporeidade e cada vez mais, a negação do corpo está ficando nas páginas do passado.
Está se acentuando a necessidade de observação do corpo, uma nova maneira de vê-lo, porém essa nova abordagem do corpo requer uma amplitude de conhecimentos para poder estarmos entendendo a complexidade humana e o significado da palavra corpo num sentido mais amplo.
O corpo se define simplesmente por ser, por ocupar um espaço, faz parte do mundo, se relaciona com ele, interage com as coisas do mundo e também se relaciona com outros corpos.
Somos corpos fazedores e transformadores de um mundo, corpos vivos, num tempo e num espaço experimentando todas as possibilidades emergentes e que nos são de direito.
Não temos como fugir de uma educação corporal, uma educação que considere o corpo como uma ligação homem-mundo, ela está presente na cultura, nas tradições, na natureza, no cosmos.
Nossos alunos precisam de uma educação que comprove nossa existência e importância no mundo, que entenda que é preciso existirmos para que o mundo possa existir também. Uma educação que considere importante que nossos corpos se movimentem, se transformem, para que possamos transformar as coisas do mundo e ao mesmo tempo estar organizando e desorganizando o nosso auto fazer-se.
A educação que buscamos deve possibilitar autoconhecimento, compreensão de si mesmo e de seu mundo, prazerosidade, contato com o lúdico e desenvolvimento de uma consciência crítica, favorecendo e incentivando o aluno a manifestar suas idéias através de um agir pedagógico coerente, e a partir daí, o aluno possa expressar sua corporeidade e sua capacidade de adaptação, favorecendo ao mesmo, acoplamentos estruturais nessa relação bio-psico-energética.
Se observamos os indivíduos quando deixamos seus corpos livres para o som, para o espaço e para o tempo, são inacreditáveis os movimentos que podemos visualizar, é estimulante vivenciar esse momento, são corpos vivos, cheios de anseios, de energia e sobretudo de esperança.
O ser humano necessita de experiências que possibilite o aprimoramento de sua criatividade e interpretatividade, atividades que favoreçam a sensação de alegria (aspecto lúdico), que a partir daí , ele possa retratar e canalizar o seu humor, seu temperamento, através da liberdade de movimento, livre expressão, e desenvolvimento de outras dimensões contidas no inconsciente.
Poderíamos dizer então, que a Consciência Corporal e Educação do Movimento enquanto uma prática da Linguagem Corporal, poderá estar contribuindo para a reeducação ou aprimoramento das habilidades básicas, dos padrões fundamentais do movimento, no desenvolvimento das potencialidades humanas e sua relação com o mundo. Como benefício no desenvolvimento social devemos criar condições para que estabeleça relações com as pessoas e com o mundo; no desenvolvimento biológico, o conhecimento de seu corpo e de suas possibilidades; no desenvolvimento intelectual, contribuir para a evolução do cognitivo e no filosófico, contribuir para o auto-controle, para o questionamento e a compreensão do mundo.
O que nós profissionais de Educação Física, Arte Educadores, temos feito?

Érica Verderi

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