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Publicado por - 2/03/2012 - Arte, Arte na Escola

Arte Brasileira, Segunda Metade do Século XX. Abstracionismo

Kandisnk
Vamos olhar a história da Arte 
No Brasil
O Abstracionismo surgiu na década de 1950, no século passado. Um dos primeiros pintores abstratos brasileiros foi Antônio Bandeira. No início  de sua carreira, ele produzia uma obra figurativa.
Em 1951, foi acontece em São Paulo, a Primeira Bienal Internacional de Arte, no Museu de Arte Moderna. O Abstracionismo já estava presente na mostra, causando interesse e polêmica.
Nesse cenário, estiveram os primeiros pintores abstratos brasileiros:  Antônio Bandeira, Iberê Camargo, Lygia Clark, Manabu Mabe, Alfredo Volpi, Milton Dacosta, Waldemar Cordeiro, Ivan Serpa. 
Abstracionismo 
No ano de 1952, formou-se um grupo de artistas que se reunia para estudar o Abstracionismo. Este grupo ficou conhecido como grupo Ruptura, era formado por Waldemar Cordeiro, Geraldo de Barros, Lothar Charoux entre outros. Cada vez mais, o Abstracionismo começava a agradar, e a se firmar como expressão entre os artistas brasileiros. Novas descobertas eram feitas.
A imaginação e a liberdade de expressão encontravam espaço, e ofereciam novos caminhos aos artistas.
Alguns seguiram o caminho do Abstracionismo geométrico como Volpi, e Rubem Valentim. Alguns artistas escolheram uma arte abstrata informal, sem preocupação com linhas, formas e espaços bem definidos. Ao usar movimentos e gestos amplos com seus pincéis, o artista não respeitava os limites das linhas, e combinava as cores de acordo com seu gosto e expressão.
Por outro lado, as pinturas, gravuristas e escultores abstracionistas surgiram, e se firmaram, nas últimas décadas do século XX. Entre eles, nomes como Tomie Ohtake, uma das maiores expressões da arte abstrata no Brasil. Sua obra expressa estruturas misturadas com movimento e delicadeza.
A técnica e a expressão são equilibradas, às vezes justapostas, e, outras, poeticamente aproximadas.
Ocorrer na década de 60, que a arte brasileira  seguiu em várias direções, exemplo: as imensas esculturas abstratas se tornaram verdadeiras experiências que provocaram novas sensações no público. O artista utilizava formas e materiais diversos que ocupavam grandes espaços.
Segundo Costa, (2000) a pintura abstrata plana “saltou” da tela, para ocupar os espaços com objetos tridimensionais. Móbiles, caixas, túneis de tecido. Sacos, palhas, tendas, e outros tantos materiais, se tornaram recursos, transformados pela expressão do artista abstrato em obras de arte. 
Novos materiais e novas técnicas foram acrescentados à arte abstrata.  Colagens, esculturas e fotografias passaram  a ser usadas pelos artistas plásticos, muitas vezes mesclando o abstrato com o figurativo, de uma forma provocante e questionadora.
Entre os escultores, Caciporé Torres e Amilcar de Castro preferiram esculpir em ferro e aço. Outros gostaram de esculpir em mármore e bronze, como Bruno Giorgi.
A influência americana trouxe para o Brasil o “pop-art” . Os artistas misturaram textos, frases, imagens e cores sobre a tela, formando um quadro bastante popular do que era o Brasil na década de 1960.  
Nos anos 80, a arte brasileira encontrou nos jovens, a sua força e a sua expressão. Surgiram nomes como Luiz Pizarro, Nuno Ramos, Leda Catunda, Daniel Senise, Carlito Carvalhosa, Rodrigo Andrade e outros. Coincidindo com a abertura política que o país vivia, a arte novamente dá espaço a novas expressões e representações.
Temas importantes são abordados pelos artistas de uma forma interessante e arrojada. Materiais de nosso cotidiano são transformados em suportes não convencionais .É tempo de novas expressões figurativas.
A arte abstrata foi muito importante para a evolução de nossa expressão artística. O Abstracionismo permitiu aos  nossos artistas se libertarem das técnicas convencionais, das figuras, das imagens e das formas rígidas. Eles puderam buscar com mais intensidade o mais verdadeiro espírito da arte: emocionar a si mesmos, e aos outros.
A arte sempre se renovará. Pois arte é vida. Novos caminhos irão delinear nossas emoções.
Novos caminhos irão indicar nossas conquistas. Pois a arte reflete a sociedade. Suas angústias, suas frustrações. A sociedade  alimenta a arte. Na forma, na linha, na cor, na pincelada do artista. No espaço e no tempo da arte, mostramos nossos anseios, nossas esperanças ou nossa revolta. E a arte no Brasil revelará, como sempre revelou, o homem: o homem do Brasil.
Bibliografia: Questões de Arte – O belo, a percepção estética e o fazer artístico - Cristina Costa
 

 

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