Pages Menu
Categories Menu

Publicado por - 12/09/2012

Neoconcretismo

O movimento neoconcreto


Voltando um pouco aos artistas contemporâneos, dos quais tenho me mantido afastada nos últimos tempos por conta dos estudos que tenho feito a respeito de culturas fora do Brasil e da Europa, resolvi então retomar os estudos e falar a respeito de um movimento que marcou a arte contemporânea brasileira. Falar desse movimento é falar de artistas como Amílcar de Castro, Lygia Clark, Hélio Oiticica e até mesmo o crítico de arte e poeta Ferreira Gullar.
Dois grupos formavam o movimento neoconcreto: o grupo frente (do Rio de Janeiro) e o grupo ruptura (de São Paulo). Mas devido às divergências entre esses dois grupos, o movimento neoconcreto durou apenas de 1959 a 1961.
Mas como o que realmente interessa aqui é o trabalho deles, o que posso dizer é que todos têm um trabalho que se assemelha com relação a inovação da escultura e da instalação. 
Amílcar de Castro gostava de expor as suas obras em espaços públicos, lembrando que todas elas eram dotadas de uma forte influência geométrica, fora a ausência de base das suas esculturas (tal como fazia o escultor romeno Brancusi); Lygia Clark fazia um trabalho belíssimo e inovador em gravura, fora que é um nome obrigatório a quem quiser saber mais a respeito da Arte-terapia; Hélio Oiticica também é um excelente exemplo no que diz respeito às instalações, mas ficou famoso mesmo pela sua arte performática com os “parangolés”, que ele fazia em espaços públicos com materiais como o plástico.
Da maneira que expunham suas obras, parecia que queriam mexer com a questão do contexto da obra de arte. Ao colocar uma obra em um espaço público, dá-se um significado a ela, já que ela se torna um objeto do cotidiano de todas as pessoas que usufruem da sua vista, perdendo um pouco a sua contextualização. Ou seja, tu olhas com um determinado olhar uma obra em um museu, qual seria esse teu olhar fora desse ambiente artístico? Ou arriscaria dizer ambiente “adequado”? Algo para se questionar! Nem sempre o que é “adequado” é necessariamente o correto.

Deixe uma resposta