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Publicado por - 6/04/2013

A ADOLESCÊNCIA NO CONTEXTO CONTEMPORÂNEO

 

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O processo de formação da identidade do adolescente na contemporaneidade vem sendo discutido desde o século XVIII, quando aparecem as primeiras tentativas de se definir, claramente, a adolescência.

Segundo Osório, o adolescente não pode ser estudado apenas sob a ótica de suas modificações corporais, pois sem o adequado entendimento da crise de valores por que passa o adolescente jamais obteremos o real significado da transformação da criança em adulto. Isso significa que a adolescência consiste em uma atitude cultural.

O termo adolescência não é universal, uma vez que em muitas sociedades não possuem este conceito. Porém, cada cultura tem o seu conceito, baseando-se sempre nas diferentes idades para definir este período.

 “A adolescência é uma etapa evolutiva peculiar ao ser humano e para compreendê-la é preciso estudar os aspectos biológicos, psicológicos, sociais ou culturais”.

 Adolescência, para Erikson nada mais é que um “período de transição no qual o indivíduo deve ter a oportunidade de explorar, testar e experimentar, antes de assumir suas responsabilidades adultas.”

 Knobel  define a adolescência como sendo, A etapa da vida durante a qual o indivíduo procura estabelecer sua identidade adulta.

Para Osório, a principal tarefa da adolescência é a conquista da identidade, isto é, quando se afirma a consciência que o indivíduo tem de si mesmo como  ser no mundo. Pois, o não conhecimento das mudanças que ocorrem na adolescência implicará em dificuldades na relação do indivíduo com a família, professores e profissionais, gerando situações de conflito.  Ao falar no amadurecimento dos adolescentes depende muito do contexto social em que vivem.

De acordo com Osório (2002) a contemporaneidade se caracteriza por um processo de mutação cultural que leva a uma redefinição dos valores nas relações humanas, onde, fundamentalmente, se percebe que os valores humanos não estão mais pautados em experiências passadas, mas nas expectativas futuras. Contudo, de que futuro se fala? Que referenciais estão sendo construídos para apoiarem algumas ações voltadas para esse futuro?

 Neste sentido, Philipinni,  diz que  uma das tarefas terapêuticas básicas, é resgatar as possibilidades criativas, diante das comunicações, das marcas em que o adolescente quer dizer algo para a sociedade. Na sociedade fragmentada e violenta, brota a impotência diante das drogas, da marginalidade, entre outros conflitos.

Para segundo Erikson , alguns conflitos importantes podem aparecer durante a construção da identidade do adolescente.

A direção que ele dá para sua vida acaba tendo influências da sociedade, a qual cobra de cada pessoa um papel social, preferentemente definido e o mais definitivo possível.

Então “numa fase na qual a identidade do adolescente ainda não se completou fica difícil falar em papel social definitivo”.

 A nova identidade surge quando: O adolescente é capaz de aceitar simultaneamente, as mudanças flutuantes, isto é, seus aspectos de criança e o enfrentamento do desconhecido. Essas flutuações de identidade são experimentadas pelos mesmos como um enfrentamento precipitado, nas notáveis variações produzidas em poucas horas pelo uso de diferentes vestimentas, estas mais chamativas, no processo doloroso de separação do meio familiar, assim como também as mudanças bruscas de seu corpo que o obrigam ao desprendimento de seu corpo infantil .

 

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