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Publicado por - 5/06/2013

Rogers e ACP

 diálogo...

Corrente Humanista 

Uma das abordagens que trabalham o ser  humano é a ACP, com o intuito de trazer um novo olhar acerca do que é o ser humano, desenvolvida pelo psicólogo americano Carl Rogers, contribuiu com a consolidação dos princípios da Psicologia Humanista e fundou a ACP.

Rogers contrário aos conceitos do determinismo, fundamentou-se nos conceitos filosófico da teoria existencialista, acreditando na liberdade do ser humano e no seu potencial para escolher como mudar e atualizar o seu próprio futuro.

Rogers defendeu a ideia de que o núcleo básico da personalidade humana era a tendência à saúde e ao crescimento.

Com essa descoberta, o processo psicoterapêutico nessa ênfase passou a postular uma cooperação entre terapeuta e cliente a fim de liberar esse núcleo de personalidade, estimulando ao amadurecimento emocional, a redescoberta da auto-estima e da auto-confiança.

Autores apresentam três pressupostos básicos e simultâneos que devem acontecer para que o relacionamento entre terapeuta e cliente ocorra e para que haja a descoberta desse núcleo positivo que há dentro de cada sujeito. Sendo elas: a consideração positiva, incondicional empatia e a congruência.Esse método psicoterapêutico deve passar pelo amadurecimento do próprio terapeuta, tendo em vista que este não deve simplesmente “apropriar-se” da técnica utilizada, mas, sobretudo, experienciar tal técnica, até que seja próprio e natural o seu agir.

Abordagem Centrada na Pessoa

Carl Rogers foi um psicólogo norte-americano que trouxe a partir de seus estudos e métodos científicos uma nova forma de pensar a respeito da mudança nos processos terapêuticos.Dois conceitos foram criados por Rogers, e que são considerados como pontos fundamentais para o entendimento do seu modelo terapêutico e que são: Tendência Atualizante e a Não Diretividade.

Tendência Atualizante e Não Diretividade

A noção de Tendência Atualizante é para Rogers o postulado fundamental da Abordagem Centrada na Pessoa, à medida que conduz não só à satisfação das necessidades básicas do organismo, como também às mais complexas. A Tendência Atualizante permite, por um lado, a confirmação do Self e, por outro, a preservação do organismo, facultando assim, a consonância entre a experiência vivida e a sua simbolização (CAPELO, 2000).

Nessa perspectiva, sempre que essa consonância não se verifique, a pessoa pode entrar numa espécie de incongruência consigo mesmo, gerando uma desorganização entre a experiência real e a simbólica, o que leva a um comportamento desajustado, os quais, por sua vez, afetam a personalidade.A tendência atualizante é o pilar da teoria rogeriana, tendo em vista que sua proposta prioriza a capacidade que o cliente tem de auto-atualizar suas potencialidades e de ser autêntico com suas próprias escolhas e decisões.

A definição de não diretividade passa, segundo Rogers, pelo acreditar que “o indivíduo tem dentro de si amplos recursos para autocompreensão, para alterar seu auto-conceito, suas atitudes e seu comportamento autodirigido” ( Rogers, 1989: 16).

Neste sentido a Não Diretividade pode ser entendida como uma forte subscrição do conceito de Tendência Atualizante na medida em que “É uma confiança de que o cliente pode tomar as rédeas, se guiado pelo técnico, é a confiança de que o cliente pode assimilar insight se lhe for inicialmente dado pelo técnico, pode fazer escolhas”.

A ACP é compreendida por Rogers como uma abordagem não-diretiva. De acordo com Rogers e Kinget (1977), o conceito de não diretividade está atrelado à ausência das diversas formas de direção no processo terapêutico, tais como perguntas, interpretações, conselhos, entre outros, os quais são geralmente reconhecidos como constituintes do papel legítimo do terapeuta.

Tal concepção está sustentada na percepção de que “o importante nesta psicoterapia não é a ausência de diretivas, mas a presença, no terapeuta, de certas atitudes em face do cliente e de uma certa concepção das relações humanas” (ROGERS; KINGET, 1977, p.29).

Aceitação Positiva Incondicional e Congruência

A aceitação positiva incondicional é uma atitude assente na crença no potencial interno humano, derivando do principal conceito proposto por Rogers a Tendência Atualizante.Desse modo, a aceitação incondicional se caracteriza como um modo de aceitar a pessoa tal como ela é, sem juízos de valor ou críticas. Finalmente, a congruência pretende indicar o estado de coerência ou acordo interno e de autenticidade de uma pessoa, a qual se traduz na sua capacidade de aceitar os sentimentos, as atitudes, as experiências, de se ser genuíno e integrado na relação com o outro (Rogers, 1985).

Nesse processo de congruência, a pessoa entra em um processo de aceitação de si mesmo, tornando-se assim, a pessoa que deseja ser, mais flexível, de modo que possa adaptar objetivos mais realistas para si próprio e, simultaneamente, capaz de aceitar os outros.

Assim, nos atendimentos com o cliente, o terapeuta utiliza em sua prática esses princípios como fundamento teórico que consistem em:
a) Aceitação: “É quando o terapeuta considera não somente o material positivo e negativo, o ativo e o passivo, trazido pelo cliente, mas também a configuração particular que esse material apresenta no momento da entrevista” (ROGERS, 1997, p. 137).

b) Empatia: “Significa penetrar no mundo perceptual do outro e sentir-se totalmente à vontade dentro dele. Requer sensibilidade constante para com as mudanças que se verificam nesta pessoa em relação aos significados que ela percebe, ao medo, à raiva, a ternura, à confusão ou ao que quer que ele/ela esteja vivenciando” (ROGERS, 1977, p.73).
c) Autenticidade ou congruência ou acordo interno, Rogers (1957) define como sendo: o acordo interno e integrado a experiência psíquica da pessoa, esta é indissociável de sua experiência organísmica; a congruência é a consciência que a pessoa tem em relação a sua própria vivência, de seu próprio vivido; a congruência é uma qualidade que só existe na relação intersubjetiva (apud GOBBI, MISSEL, 1998).
d) A tendência à atualização, se refere ao crescimento do organismo humano.

  Esse texto busca refletir  acerca da visão de homem, na teoria humanista.

REFERÊNCIA; EVANS, Richard Isadore. Carl Rogers: o homem e suas idéias. São Paulo: Martins Fontes, 1979..

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