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Publicado por - 17/07/2013

Diálogo sobre Drogas. Prevenção 1º texto

 

prevenção

De acordo com as teorias todos são unanimes em dizer, que a prevenção é o melhor remédio. O propósito desses textos é manter o Foco na Prevenção Primária ou Universal.Segundo  Ronzani, o perigo do ingresso nas drogas envolvi muitos riscos. Inicialmente vamos realizar uma tempestade de idéias.

 

Discutindo o tema: O perigo do ingresso nas drogas: riscos. 

No campo da saúde, o ditado popular de que “prevenir é melhor do que remediar” nunca foi tão defendido e pesquisado. Isso se torna ainda mais evidente no campo de álcool e outras drogas, no qual as pesquisas de Laranjeira e Romano (2004) mostram que ações de prevenção apresentam melhor relação custo-efetividade do que ações curativas. Em todo o mundo, observa-se que ações de prevenção ao uso de álcool e outras drogas ganham força, pois os tratamentos atuais para pessoas que já se tornaram dependentes são pouco eficazes e apresentam baixo impacto para a mudança dos problemas associados ao uso e prevalência de dependência.

Muitas vezes, existe uma confusão na realização de ações preventivas, as quais desconsideram o contexto das ações e a complexidade que está envolvida ao trabalharmos no sentido de evitar que problemas ou danos ocorram nos indivíduos ou grupos e que haja uma consequente melhora na qualidade de vida. Dentre tais equívocos, está o que se chama de “preventivismo”, que, de maneira geral, seria uma visão limitada e extremamente focada para que o “agente causador da doença” seja isolado a qualquer custo e na qual se desconsidera todo um contexto em que tais problemas estão envolvidos.

Ronzani( 2010)  destaca dois tipos de preventivismo, o primeiro deles seria o “preventivismo prescritivo”, uma postura do profissional de saúde de meramente prescrever, como um medicamento, uma lista de “bons comportamentos” que geralmente é imposta ao indivíduo, sem considerar o contexto ou os casos particulares. Dentro dessa noção, define-se que existem “bons” e “maus” comportamentos e que, caso aquele indivíduo não adira a essa prescrição, então ele é colocado como fraco ou não-cooperativo ao modelo preventivo.  

Um segundo tipo seria o “preventivismo individual”, relacionado ao primeiro e que coloca toda a carga de responsabilidade das práticas preventivas no indivíduo e desconsidera que os comportamentos também estão implicados em todo um sistema que envolve fatores de risco, proteção e vulnerabilidades. Nessa perspectiva, quando uma ação preventiva não se efetiva, geralmente a “culpa” é atribuída ao indivíduo que não foi capaz de enfrentar o problema de forma adequada.

 

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