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Publicado por - 30/07/2013

Subjetividade, na atualidade é buscar compreender a produção de novos modos de ser.

subjetividade

Vamos refletir sobre o estudo da subjetividade,  e como a Psicologia contribui para a compreensão da totalidade da vida humana.

A Psicologia  possui sua diferença nos ramos das ciências humanas, pois cada um desses ramos mostra o homem de maneira singular. A Psicologia colabora com o estudo da subjetividade: é essa a sua forma particular, específica de contribuição para a compreensão da totalidade da vida humana.

Nossa matéria-prima,é o homem em todas as suas expressões, as visíveis (nosso comportamento) e as invisíveis (nossos sentimentos), as singulares (porque somos o que somos) e as genéricas (porque somos todos assim) é o homem-corpo, homem-pensamento,homem-afeto, homem-ação e tudo isso está sintetizado no termo subjetividade. (BOCK,2001)

A subjetividade é o nosso jeito de ser, singular e individual, que cada um de nós vai constituindo conforme vamos nos desenvolvendo e vivenciando as experiências da vida social e cultural; é um conjunto de ações que nos identifica, de um lado, por ser única, e nos iguala, de outro lado, na medida em que os elementos que a constituem são experienciados no campo comum da esfera social.

Assim,  a subjetividade é o mundo de idéias, significados e emoções construído internamente pelo sujeito a partir de suas relações sociais, de suas vivências e de sua constituição biológica; é, também, fonte de suas manifestações afetivas e comportamentais.(BOCK,2001)

 

O mundo social e cultural, conforme vai sendo experienciado por nós, possibilita-nos a construção de um mundo interior. São diversos fatores que se combinam e nos levam a uma vivência muito particular. Nós atribuímos sentido a essas experiências e vamos nos constituindo a cada dia. 

Então, a subjetividade é a maneira de sentir, pensar, fantasiar, sonhar, amar e fazer de cada um. É o que constitui o nosso modo de ser.

A síntese que a subjetividade representa ela não é inata, o individuo a constrói aos poucos, percebendo o material  que o mundo social e cultural, e faz isso ao mesmo tempo em que atua sobre este mundo, ou seja, é ativo na sua construção. Criando e transformando o mundo (externo), o homem constrói e transforma a si próprio. É o mundo objetivo em movimento. As pessoas humanos  se  movimentam constantemente, porque os indivíduos estão se apropriando de novas matérias-primas (experiencias) para constituírem suas subjetividades. 

De um certo modo, podemos dizer que a subjetividade não só é fabricada, produzida, moldada, mas também é modelada ou seja, o homem pode promover novas formas de subjetividade, recusando-se a modelos  e à perda de memória imposta pelo que imposto pela informação; recusando a massificação que exclui e estigmatiza o diferente, a aceitação social condicionada ao consumo, a medicalização do sofrimento.  

Nesse sentido,sonhamos que cada pessoa pode participar na construção do seu destino e de sua coletividade. Por fim, podemos dizer que estudar a subjetividade, nos tempos atuais, é tentar compreender a produção de novos modos de ser, isto é, as subjetividades emergentes, cuja fabricação é social e histórica.

O filósofo francês Michel Foucault dizia: o estudo das novas subjetividades vai desvendando as relações do cultural, do político, do econômico e do histórico na produção do mais íntimo e do mais observável no homem — aquilo que o captura, submete-o ou mobiliza-o para pensar e agir sobre os efeitos das formas de submissão da subjetividade.

As pessoas não estão sempre iguais, elas ainda não foram terminadas. Na verdade, as pessoas nunca serão terminadas, pois estarão sempre se modificando.

Por quê? Como? Simplesmente porque a subjetividade, este mundo interno construído pelo homem como síntese de suas determinações  e escolhas, não cessará de se modificar, pois as experiências sempre trarão novos elementos para renová-la.

Você é o construtor da sua transformação  e, por isso, ela pode passar despercebida, fazendo-o pensar que não se transformou. Mas você
cresceu, mudou de corpo, de vontades, de gostos, de amigos, de atividades, afinou e desafinou, enfim, tudo em sua vida muda e, com ela,
suas vivências subjetivas, seu conteúdo psicológico, sua subjetividade. (BOCK,2001)

Isso acontece com todos nós. 

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