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Publicado por - 2/10/2013

O lado positivo da Angústia.

conforto

Como está a sua zona de conforto???

“Só podemos viver todas as oportunidades que a vida nos oferece quando estamos de mãos vazias e de coração aberto, disponíveis para elas. Como podemos abraçar o novo se nossos braços ainda envolvem o velho?”

Leila Navarro

 

Angústia 

Em seu texto, Ansiedade e Valores, May  traz a proposta que para  compreender a angústia é preciso parar e refletir  antes nesta

“capacidade distintiva” do humano que é a autoconsciência.

May apresenta a autoconsciência como a

“capacidade do homem para situar-se fora de si, para conhecer-se tanto como sujeito como  objeto da própria experiência, para ver-se como a

entidade que atua em um mundo dos objetos” (May, 1968, p.114).

Para o autor, esta autoconsciência não é mera consciência de si como se nos percebêssemos como uma coisa entre coisas no mundo, mas como um

tipo de compreensão que nos permite darmo-nos conta de nosso ser em situação, atirado no mundo sem planos prévios de como agir, pensar e

sentir.

Como May  compreendia a angústia?

Não é uma espécie de afecção psíquica, ou sintoma de alguma “outra coisa” antecedente. Em certo sentido, a angústia veicula um sentido próprio ao existir humano: um nível de conhecimento do ser.

May percebia a presença angustiante nas posturas e no discurso de seus pacientes. Para  May, a angústia é: ” o estado do ser humano na luta contra aquilo que iria destruir seu ser” (May, 1988, p.35).

Mais a frente ele amplia e complementa seu conceito de angústia descrevendo-o como o “estado subjetivo de conscientização por parte do indivíduo de que sua existência pode ser destruída, de que ele

pode perder o próprio ser e seu mundo, que pode transformar-se em ‘nada'” (May, 1988, p.120- 121).

“Lidar com angústia é, antes de qualquer coisa, oportunizar os nossos pacientes momentos de livre expressão de suas vivências, uma vez que se veiculam por elas os sentidos, os significados do existir. As vivências, se forem encaradas de maneira flexível, tal como se apresentam a nós em seu brilho peculiar, e trabalhadas no livre curso do diálogo, também os valores (os significados) serão flexibilizados. O ser  humano angustia-se e pela angústia ele percebe (sem muita clareza) qual ou quais vias seguir; só sabe que precisa prosseguir buscando revalorar (resignificar) sempre a existência e, por isso, poder dizer-se inconcluso, carente… humano.”

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