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Publicado por - 26/11/2013

EDUCAÇÃO DE VALORES E EMOÇÕES, e Cores….

metas

O filho comete uma, duas, três pequenas faltas.
O pai sabe. A mãe e os irmãos também.
A família se cala. A família consente.
E lá se vão os valores familiares…
O aluno comete um, dois, três pequenos deslizes.
Os colegas sabem. Os professores e a direção também.
A escola se cala. A escola consente.
E lá se vão os valores educacionais…
O jovem cidadão comete uma, duas, três pequenas infrações menores.
Os membros da sociedade sabem.
A sociedade se cala. A sociedade consente.
E lá se vão os valores sociais…
– Afinal, quais são os limites? Tudo é permitido? É “proibido proibir”?
– Até onde é possível ir? Vamos experimentar novas emoções?
– Que tal beber “quentão” na festa junina da escola? Que sensação!
– Tudo bem. Podemos ir em frente. Nada aconteceu.
– E agora? Como vamos aprontar? Qual a próxima emoção?
– Apostar um “peguinha” no carro do papai? Que liberdade!
– Nas conversas em família e com amigos todos comentam as peripécias dos adolescentes, um verdadeiro ás no volante.
– Tudo bem. Podemos continuar. Nada aconteceu.
– E hoje? Qual será a emoção do dia? O que fazer para passar o tempo?
– Jogar ovos nos transeuntes? Que massa!
– Mostrar o “bumbum” pela janela do carro? Que sarro!
– Pichar as paredes do bloco? Que sacanagem com os vizinhos!
– Puxar um “baseado”? Que êxtase!
– Quebrar os “orelhões” da Telebrasília? Bom também!
– Dar tiros nas placas de trânsito? Melhor ainda!
– Tudo bem podemos avançar mais. Nada aconteceu.
– E nesta madrugada? É preciso uma emoção diferente, a maior de todas.
– Qual? Olha ali, um mendigo deitado, dormindo na parada de ônibus!
– Vamos comprar álcool e fazer uma pequena fogueirinha?
– Só quero ver o pulo que o cara vai dar.
Um fala. Os outros calam. Todos consentem!
Um ser humano vira tocha para despertar novas emoções, nunca dante experimentadas, por cinco jovens que tudo tem, em um país no qual a grande maioria nada tem!
Um ser humano vira tocha para iluminar e tornar público o rosto de jovens que há muito haviam perdido a capacidade de amar. Ou, quem sabe, de jovens que nunca haviam aprendido a amar verdadeiramente!
E não sendo capazes de amar a si próprios, como ensina Cristo, também não são capazes de amar a seu próximo, não importando de credo, cor, raça, ou, muito menos ainda, condição social.
O momento do martírio pegou a sociedade adormecida.
A família estava calada. A escola consentiu.
A igreja estava calada. A igreja consentiu.
O momento do martírio acordou todos os que dormiam.
O desatino, a insanidade e a impunidade haviam ido longe demais!
Um grito de emoção sai em uníssono da boca do povo brasileiro.
Um grito comandado pelos autênticos valores da cidadania.
– Basta! Não vamos mais ficar calados. Não consentiremos mais.
Outro grito de razão soa claro e urgente.
Outro grito comandando a inclusão de um novo item na Agenda da Nação Brasileira para o 3º Milênio.
– Educação de Valores e emoções já!
Na família, na escola, na igreja, no governo e em toda sociedade.
Fonte: Cosete Ramos

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