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Publicado por - 4/12/2013

Escolhas significativas causaram mudanças.

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Filme

Escritores da Liberdade,  uma discussão sobre  Orientação Profissional

               

I. Introdução

 

O papel de cada um é determinado pelo nascimento e pertencimento a uma classe social; na prática, o liberalismo econômico aproveitou-se do liberalismo político deflagrando a Revolução Francesa para impor as suas regras. Se no Feudalismo todos tinham condições de sobreviver produzindo o seu sustento, na Modernidade produz-se uma divisão de classes, em nome da liberdade.

 Em geral, as camadas mais baixas da população não escolhem uma profissão. Seu baixo nível de escolarização não qualifica para o exercício profissional. Conseqüentemente, só é possível aderir a uma ocupação e aprender, na prática as habilidades e os procedimentos necessários para exercê-la. Alguns autores (Roberto Macedo) afirmam que o mercado de trabalho hoje não se organiza por profissões, mas sim por ocupações.

 A personagem do filme Escritores da Liberdade, um drama vivido por uma professora cansada do trabalho em empresas que desenvolvia até aquele momento e desiludida quanto às possibilidades de crescimento e realização pessoal naquele âmbito profissional, a jovem Erin Gruwell   resolve mudar de ares e dedicar-se à educação. Ela era chamada pelos alunos a sra G.

  Assume então uma turma de alunos  problemáticos de uma escola que não está nem um pouco disposta a investir ou mesmo acreditar naqueles garotos. O grupo, formado por jovens de diferentes origens étnicas (orientais, latinos e negros), demonstra intolerância e resistência à interação, preferindo isolar-se em guetos dentro da própria sala de aula.

 A nova professora é vista por todos como representante do domínio dos brancos nos Estados Unidos. Os estudantes a entendem como responsável por fazer com que eles se sujeitem a dominação dos valores dos brancos perpetrados nas escolas. Suas iniciativas para conseguir quebrar essas barreiras aos relacionamentos dentro da sala de aula vão, uma a uma, resultando em frustrações.

 Apesar de aos poucos demonstrar desânimo em relação às chances de êxito no trabalho com aquele grupo, Erin não desiste de sua empreitada. Mesmo não contando com o apoio da direção da escola e dos demais professores, ela acredita que há possibilidades reais de superar as mazelas sociais e étnicas ali existentes. Para isso, cria um projeto de leitura e escrita, iniciado com o livro “O Diário de Anne Frank”, em que os alunos poderão registrar em cadernos personalizados o que quiserem sobre suas vidas,relações, interações, idéias de mundo, leituras.

  Ao criar um elo de contato com o mundo, Erin fornece aos alunos um elemento real de comunicação que permite aos mesmos se libertar de seus medos, anseios, aflições e inseguranças. Partindo do exemplo de Anne Frank, menina judia alemã, branca como a professora, que sofreu perseguições por parte dos nazistas até perder a vida durante a 2ª Guerra Mundial, Erin consegue mostrar aos alunos que os impedimentos e situações de exclusão e preconceito podem afetar a todos, independentemente da cor da pele, da origem étnica, da religião, do saldo bancário,…

 “Escritores da Liberdade” é uma fabulosa história de vida que nos mostra como as palavras podem emancipar as pessoas e de que forma a educação, a cultura e o conhecimento são as bases para que um mundo melhor realmente aconteça e se efetive.

  Ao ser discutido o tema da escolha profissional, alguns fatores precisam ser apontados; existem algumas pesquisas e estas apontam que as escolas pesquisadas não oferecem nenhum tipo de Orientação Profissional (OP). A prática de OP nas escolas poderia auxiliar os alunos a refletir sobre seu futuro profissional, propiciando um espaço de discussão a respeito do trabalho, preparando o aluno para uma inserção, consciente e crítica no mundo do trabalho.

   A professora rompeu com os determinantes da escolha em relação a seu pai, marido e o ambiente da escola. Ela reforçou o que ela mesma podia fazer e ajudou a outros a fazer o mesmo, ir além de suas histórias marcadas pela dor, proporcionando autoconhecimento, promovendo assim o encontro pessoal de cada um consigo mesmo, assim o grupo, a sala de aula, o aprendizado aconteceu.

 Escolhas significativas causaram mudanças.

 

 

 

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