Pages Menu
Categories Menu

Publicado por - 3/01/2014

Inclusão escolar: o que é?

12.-pg.-001-300x236

 

  Crise de paradigmas

              A reflexão que o texto propõe acerca das mudanças que são inerentes a vida, ao mundo, ora são drásticas ora não, o autor diz que as pessoas convivem com o novo e não percebem. Mas existem aquelas que estão antenadas, mais sensíveis, antevêem o novo, a necessidade do novo, a emergência do novo, a urgência de atualizá-lo.

            Nesse contexto, as sentinelas do mundo,  despontam nos diversos lugares das ações das atividades humanas e começam a ultrapassam as fronteiras das áreas do conhecimento  e vislumbra um horizonte novo.

            Paradigmas podem ser definidos como modelos, conforme os gregos, exemplos abstratos que se materializam de modo imperfeito no mundo concreto. Também podem ser um conjunto de regras, normas,crenças, valores, princípios que são partilhados por um grupo e que em um dado momento histórico não satisfazem mais, entram em crise, não dão mais conta de solucionar o problema, segundo Thomas Kunt, e Edgar Morin.

            Crise de paradigmas é uma crise de concepção, de visão de mundo, e com as mudanças acontece o desenvolvimento cientifico, caem por terra saberes que fundamentavam a ciência.

            A escola possui uma estrutura formal e racional, a inclusão propõe uma saída para que a escola possa fluir. Assim, a inclusão implica na mudança desse atual paradigma educacional, pois os velhos paradigmas da modernidade estão sendo contestados e que o conhecimento, da educação escolar passa por uma reinterpretação, pois nos últimos anos, possui sinais de esgotamento, é nesse sentido que a crise paradigmática surge, quando são reveladas as transformações necessárias.

            É relevante perceber a interfaces de novas conexões que formam saberes, surgindo assim um novo paradigma. As novidades surgem, a escola precisa estar atenta o que acontece ao redor, pois aprender implica representar o mundo a partir de nossas origens, de nossos valores e sentimentos. Afinal, como o autor descreve: “o tecido da compreensão  não se trama apenas com os fios do conhecimento cientifico,” e que a comunidade acadêmica segundo Santos (1995) não pode pensar que só há um único modelo de cientificidade e uma única epistemologia, sabemos que a escola não se abre a novos conhecimentos, não cria possibilidades de diálogo. O pensamento é dividido em áreas que tornam-se barreiras para os inovadores.

             O ensino, precisa ser repensado, todo percurso escolar, desde os primeiros passos, graduação e o que dificulta a articulação de  uns com outros e impedindo uma visão do essencial e do global. Assim, os sistemas escolares, ignora o subjetivo, o afetivo, o criador, sem os quais não conseguimos romper com o velho modelo escolar para produzir a reviravolta que a inclusão propõe. Segundo Morin (2001) o impasse para reformar a instituição será reformar as mentes, mas não há como reformar as mentes sem uma reforma prévia das instituições.

 

Integração ou inclusão?

            A diferença entre o processo de integração e o de inclusão escolar é a prova dessa tendência na educação está reforçando a vigência do paradigma tradicional  de serviços educacionais, embora os termos “integração” e “inclusão”, embora tenham significados semelhantes, são empregados para expressar situações  de inserção diferentes e se fundamenta em posicionamentos teórico-metodológicos divergentes.

            A metáfora da inclusão é o caleidoscópio, o autor Marsha Forest, fala sobre ele sob a ótica da educação: o caleidoscópio precisa de todos os pedaços que o compõem. Quando se retiram pedaços dele, o desenho se torna menos complexo, menos rico. As crianças então aprendem,evoluem um ambiente rico e variado.

            A distinção entre integração e inclusão é um bom começo para  mostrar o processo de transformação das escolas  e que possam acolher de forma diferenciada todos os alunos nos diferentes níveis de ensino. 

Deixe uma resposta