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Publicado por - 11/02/2014

Fazer psicoterapia, e ai?

gestal

Fazer psicoterapia.

Sempre ocorre uma dúvida, uma insegurança.Será que vai dar certo, tem o custo, tem a disposição… enfim, são tantas questões. 

Por isso deixo aqui algumas reflexões do grande Irvin Yalom para você, a partir de perguntas, e questões de pessoas que enviam seus e-mails. 

Um dos grandes benefícios de uma terapia pessoal intensiva é  sentir na própria pele o enorme valor do apoio positivo.

 

A terapia pode ser eficaz?

será mais eficaz se o terapeuta entrar com precisão  no mundo do paciente. Os pacientes lucram muito pela simples
experiência de serem vistos em toda a sua plenitude e de serem inteiramente compreendidos. Portanto, é importante que
se aprecie o  paciente e que ele possa experimentar o passado, o presente e o futuro.

 Empatia, o terapeuta deve ver o mundo com os olhos do paciente.

Tem algum livro especial?

Vai da experiência de cada um,  Irvin  diz: “Quando eu era um jovem estudante da psicoterapia em busca
do caminho a seguir, o livro mais útil que li foi Neurose e  desenvolvimento humano: a luta pela auto-realização, de Karen Horney. E o
conceito isolado mais útil desse livro foi a noção de que o ser  humano possui uma propensão inata para a auto-realização.”

E o diagnóstico? 

Os estudantes de psicoterapia de hoje são expostos à ênfase  excessiva sobre o diagnóstico. Os administradores do sistema de
assistência médica gerenciada exigem que os terapeutas cheguem  rapidamente a um diagnóstico preciso e que a partir dele sigam o
curso de uma terapia breve e focada que corresponda a esse  diagnóstico em particular. Soa bem. Soa lógico e eficiente. Mas tem
muito pouco a ver com a realidade. Representa, pelo contrário, uma  tentativa ilusória de criar e regular com precisão científica quando
isso não é possível nem desejável.

De um lado, a psicoterapia consiste em um processo  que se desenrola gradualmente, no qual o terapeuta tenta conhecer o
paciente da maneira mais completa possível. Um diagnóstico limita a  visão; diminui a capacidade de se relacionar com o outro como uma
pessoa. Uma vez que definimos um diagnóstico, temos a tendência  de deixar de nos ocupar com os aspectos do paciente que não se
encaixam naquele diagnóstico em especial e, reciprocamente, a dar  uma atenção exagerada às características sutis que parecem
confirmar um diagnóstico inicial.

Muitos de nossos pacientes têm conflitos no reino da  intimidade e obtêm ajuda na terapia simplesmente por vivenciar um
relacionamento íntimo com o terapeuta. Alguns têm medo da intimidade porque acreditam que existe dentro deles algo
basicamente inaceitável, algo repugnante e imperdoável. Dado isso,  o ato de se revelar inteiramente a um outro e ainda ser aceito pode
ser o principal veículo da ajuda terapêutica. Outros podem evitar a  intimidade por causa do medo da exploração, colonização ou
abandono; também para eles, o relacionamento terapêutico íntimo e afetivo que não resulte na catástrofe prevista torna-se uma
experiência emocional corretiva.

Recebi uma carta de um paciente, falando da importância que a terapia teve na vida dele, hoje ele consegue esperar o tempo de maturação, para cada momento da sua existência. 

Então, fazer terapia é um bom caminho.

 

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