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Publicado por - 21/04/2014

Como Compreender seu filho

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Diante do crescimento dos filhos, em algum momento, pelo menos, os pais sentiram dificuldades para compreender os filhos e suas ações.  Ora, por um choro  inconsolável, até descobrir o que realmente estava acontecendo.

Pesquisas vêm sendo realizadas ao longo do tempo e assim  surgi uma forma de conhecer os filhos, pela análise do comportamento e os princípios da analise do comportamento segundo autores afirma que podem fazer a  diferença, na medida em que, com eles, somos capazes de olhar para “as interações humanas de maneira esclarecedora e ver a complexidade de nossas ações sem mistério.”  (CANAAN, 2002).

Ao buscar explicar o comportamento das pessoas e estabelecer relações entre o comportamento e as condições ambientais, presentes no momento da ocorrência do comportamento, considera-se as interações dos indivíduos com o seu ambiente  imediato que geram alterações, tanto no ambiente como nos próprios indivíduos, resultantes das relações entre o individuo e seu ambiente imediato, no passado e  ao longo da sua  existência.

A educação dos filhos no século XXI tem sido um desafio,  parece ainda prevalecer o que aconteceu com a educação das crianças enfrentadas pelos pais na década de 70, uma delas ainda é pertinente: inúmeras duvidas sobre como educar seus filhos.

“Essas duvidas são ainda um resto  desta  crise geral nessa década, quando o modelo repressor de educação de filhos foi profundamente criticado e começou a dar lugar a era da permissividade, na qual os pais começaram a ter dificuldade em dizer “não” a criança.”   (CANAAN, 2002). Tudo isso gerou nos pais certa insegurança, em relação a educação de seus filhos e isso se estende também a escola, no ensino aprendizagem.

A discussão aqui proposta baseada no livro : Compreendendo seu filho uma análise do comportamento da criança de Silvia Canaan e outros, propõe  um diálogo, para os profissionais da Psicologia e Pedagogia, pois são procurados por pais de crianças consideradas “problemas” em busca de ajuda.   A autora afirma que no campo do atendimento infantil, deve-se buscar atender não  apenas a criança, mas também seus pais ou responsáveis que “ constituem o conjunto  denominado cliente, um trabalho de orientação de pais e parte integrante do processo terapêutico.” (CANAAN, 2002).

Contexto familiar e o comportamento

No contexto familiar, existe um comportamento para cada indivíduo, cada um com seu jeito de ser.  Podemos afirmar: essas diferenças individuais, por  um lado, podem gerar alguns atritos, por outro lado, tornam o relacionamento familiar um desafio e um aprendizado constante.  Ou seja, temos o nosso jeito de se comportar. O comportamento  é  mais do que imaginamos, esta em nosso cotidiano, fazem parte de todos os momentos de nossa vida. Quando nos comportamos, mudamos objetos e influenciamos as pessoas no meio em que vivemos, mas também somosinfluenciados pelo comportamento de outras pessoas.

“Comportamentos são ações, verbalizações, reações, sentimentos, emoções, pensamentos, crenças, ou seja, toda atividade de um individuo com relação ao seu ambiente.” (CANAAN, 2002).

 “Os comportamentos observáveis publicamente são aqueles que  podem ser diretamente vistos pelas pessoas que estão ao redor de quem pratica a ação.”  Sentar, Ler em voz alta, chorar

 “Os comportamentos não-observáveis publicamente não são vistos diretamente por quem está por perto.”São comportamentos não observáveis publicamente: Pensar (Tenho que pensar em uma forma de resolver este problema), Ler para si

mesmo, Entristecer-se.

 Então, as crianças andam, choram, gritam, pensam, estão sempre fazendo algo, ou seja, se comportando. Nesse sentido os pais precisam estar atentos ao comportamentos do filhos os observados publicamente e os não observáveis publicamente segundo autora Silvia Canaan.  Sendo assim, é essencial que os pais percebam o que o filho esta fazendo, mas observa-lo, conversar com ele, ouvi-lo, e  poder saber o que ele pensa e sente. “  Pensamentos e sentimentos são comportamentos não observáveis tão importantes quanto os comportamentos observáveis.”

“Denomina-se de eventos ambientais a toda e qualquer mudança que ocorre no ambiente e afeta o indivíduo, produzindo mudanças no seu comportamento e no indivíduo como um todo.”

 Nesse contexto, o ambiente esta em constante transformação, modificando-se a todo momento e não diz respeito somente a um lugar, mas a toda e qualquer mudança que ocorre no ambiente e que afeta o indivíduo, produzindo mudanças no seu comportamento e no indivíduo como um todo.

 Vejamos os eventos ambientais do ponto de vista físico, ex. o som do telefone, o ruído de um motor, ou quando o ambiente se ilumina ou escurece na medida em que o individuo acende ou apaga a luz.

Eventos ambientais como sociais, quando nos referimos aos comportamentos de outras pessoas que se encontram no ambiente e que influenciam o comportamento de cada um de nos, tais como presença física, atenção, contato visual, um sorriso, um elogio etc.

  Os comportamentos apresentados pelos indivíduos são classificados em dois tipos: o comportamento operante e o comportamento respondente.

O comportamento respondente e uma reação do individuo provocada por um estimulo que a antecede. Essa reação e imediata e involuntária, não dependendo da vontade da pessoa que a experiência. O comportamento respondente e comumente chamado de comportamento reflexo. Conhecemos vários reflexos, tais como a contração do joelho ou reflexo patelar, resultante de uma batida no tendão ; e o reflexo pupilar, que faz com que, quando uma pessoa sai de um cinema (ambiente escuro) para a rua (ambiente mais iluminado), ocorra contração da pupila de forma imediata e involuntária, ocasionada pela presença de luz (estimulo) nos olhos.

O comportamento operante, conforme e sugerido por seu nome, e aquele que opera sobre o ambiente, modificando-o de algum modo. São exemplos de comportamento operante: dirigir um carro, um menino que bate na mesa com um lápis ou  uma menina que bate no irmão.

“O comportamento operante é aprendido, ou seja, é adquirido e mantido devido às suas consequências. Por isso que se diz que são as consequências que controlam o comportamento.”

 “O processo de reforçamento acontece quando um indivíduo executa qualquer ação e recebe uma consequência logo após esse

comportamento.”

 Aprendizagem

 Do ponto de vista psicopedagógico, a educação e considerada como um processo de ensino-aprendizagem, ou seja, um processo de interação entre a pessoa que ensina e o individuo que aprende, objetivando produzir mudanças comportamentais na pessoa que aprende. Por isso, e importante, por exemplo, compreender como uma criança aprende algo, ou melhor, como o comportamento da criança e ensinado e aprendido, pois tal conhecimento permite aos pais analisar as atitudes da criança e decidir sobre o que fazer para educa-la.

Limites, como colocar?

 Os limites têm diversas funções. Uma delas e a de dar proteção e segurança à criança. Os limites protegem a criança quando são colocados com o objetivo de prevenir acidentes como nas seguintes situações: “Fique longe das tomadas; você pode levar um choque”, “cuidado ao se debruçar sobre a janela; você pode cair”.

 Os limites também protegem a criança contra o excesso de culpa ou remorsos comumente associados a um mau-comportamento.

“Estabelecer limites é ensinar à criança o que é e o que não é permitido.”

“Os limites têm diversas funções. Uma delas é a de dar proteção e segurança à criança.”

 Quando os limites não são estabelecidos, a criança sai ilesa das situações, o que faz com que seja quase impossível para ela prestar atenção as palavras dos outros e ouvir instruções (conselhos, sugestões etc.). Quando não consegue ouvir instruções, a criança dificilmente as segue, o que dificulta muito as suas aprendizagens e a sua capacidade de adaptação ao ambiente.

Os limites estabelecidos possuem uma relação direta com o sistema de valores, hábitos e costumes das pessoas. Por

isso, os limites variam de pessoa para pessoa, de família para família  e também de acordo com a situação. Ha pais que acham importante limitar o horário de ir para cama, o horário das refeições e a quantidade de refrigerantes consumidos, enquanto outros não pensam assim e são mais tolerantes.

Uma vez definidos os limites, os pais devem conversar com a criança para explicita-los. Quando for possível, não apenas os limites, mas também as consequência do seu não-seguimento devem ser explicitados antecipadamente. Ao conhecer previamente os limites e  as consequência para o seu não seguimento, a criança sente-se mais segura, pois pode prever o que lhe ocorrera.

Ao estabelecer limites seja, claro, seja breve, seja firme, seja consistente, de nada adianta o estabelecimento de limites se eles não forem  respeitados.

 Reforce positivamente ao invés de punir

 Quando ocorrem comportamentos desejáveis, a probabilidade de que voltem a ocorrer e melhorada pelas consequência positivas ou pelos estímulos reforçadores.  Portanto, e necessário que os pais elogiem seu filho, demonstrem atenção para com a criança, acolham-na de maneira afetiva e assumam uma postura física por meio da qual eles possam transmitir mensagens corporais de disponibilidade e interesse pela criança. Faca isso em diversas situações e especialmente quando a criança se comportar das maneiras que você considera adequadas.

Lembre-se que o carinho e um poderoso reforçador. As crianças imitam os pais em tudo e, assim, estes exercem uma influencia significativa sobre o comportamento de seus filhos. Eles são, na verdade, a referencia mais importante para a criança e, por isso, lhes servem de modelo (modelação). Portanto, preste atenção na maneira como age com seu filho: se você não quer um filho agressivo, não seja agressivo com ele. Se você quer ser respeitado, então respeite também a criança.

Lembre-se sempre de como você gostaria de ser tratado!

 Não podemos esquecer que os sentimentos (mesmo os desagradáveis) são passageiros e que, portanto, a criança nao vai sentir para sempre o mal-estar ou a angustia que experiência num determinado momento. Além disso, os pais devem reconhecer que cada criança sente de uma maneira especifica e reage de maneira distinta as mesmas situações; então, não vale a pena comparar a maneira de seu filho sentir com a de um irmão ou colega do colégio. Os pais precisam se comunicar com seus filhos de maneira positiva se desejarem ter um relacionamento mais intimo com eles. Uma forma positiva de se comunicar com seu filho e sintonizar com os seus sentimentos, dizendo coisas do tipo: “Eu posso imaginar como você esta se sentindo”. “Eu percebo que isso esta deixando voce triste.” (CANAAN, 2002).

É fundamental que no processo de crescimento, os pais nunca desistem de educar seus filhos, é preciso buscar orientações para que eles cresçam e possam vivenciar seus sonhos.

 

Referência: CANAAN,  Silvia O, et al.,Compreendendo seu filho: uma analise do comportamento da criança/

Belém: Paka-Tatu, 2002. 130 p.

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