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Publicado por - 23/04/2014

 Mas qual estilo de família temos hoje diante do século XXI?

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Tendo em vista varias pesquisas e conhecimento adquirido através do texto de Ana Maria O. Cintra, bem como a minha  experiência profissional e/ou pessoal com as populações mais vulneráveis com relação ao uso de drogas, particularmente o crack, vou dialogar com os componentes de um serviço de atendimento.

Dando a minha opinião de como essas populações podem ser acessadas, adesão ao tratamento efetivada, tendo em vista o forte sofrimento experimentado na fase de abstinência.

 

A situação descrita pela  professora Ana Maria de Oliveira Cintra sobre Organização de Serviços em Dependência Química, demonstrou que  a qualidade para o atendimento do dependente químico não é uma tarefa fácil. Talvez uma das tarefas  mais complexas seja  sensibilizar  os envolvidos com a questão, começando pelo próprio dependente, incluindo a família, a comunidade e os profissionais de saúde e outros. Tal questão vem de encontro à realidade do município de Santo Antônio do Monte.

Ao olhar as atividades desenvolvidas e a experiência profissional obtida ao longo dos anos, constato que a população vulnerável ao uso indevido de drogas  é a classe pobre, e as vezes alguém da classe média alta.

Muitas perguntas surgiram neste percurso desta disciplina e algumas respostas ainda não foram respondidas, talvez devido a sensibilização causada em mim enquanto pessoa e  profissional. Como organizar a porta de entrada para o serviço? Será que é necessário anamnese como entrevista inicial com a mãe, pai para apoiar ou dar uma compreensão para essa família disfuncional? Mas qual estilo de família temos hoje diante do século XXI?

Nesse processo o tema investigação e como poderá ocorrer o levantamento epidemiológico, percebe-se a necessidade de  levantados dados  sobre a realidade do  grupo  social em foco, destaco aqui um grupo:  jovens e adultos da Comunidade Terapêutica, com a finalidade de ver a  relação ao uso de álcool e outras drogas, a entrada na CT (expectativas), o tratamento, como ele chegou nesse serviço, por quantas  ele já passou, como se deu a recaída, como ele pretende continuar pós tratamento, (meta de vida),drogas mais usadas, se o dependente químico tem consciência do sofrimento que causa, e que tipo de sofrimento ele possui. Perceber  os prejuízos decorrentes do uso de substâncias psicoativas  para  indicar  ou criar condições  de  espaços apropriados  para lidar com aquele grupo populacional específico, ou seja, a reinserção social, familiar e no mundo do trabalho.

Podemos criar  um grupo de apoio para o  graduando, àquele que passou por  noves meses na CT e já  está inserido no trabalho, na família. A iniciativa visa  escutar e possibilitar um espaço para que o  DQ  possa procurar esse lugar para ser acolhido, tratado ou encaminhado ou  um lugar onde ele possa estar.

Em relação à população, o acesso tem sido através de varias iniciativas que vem sendo desenvolvida tais como: visita a famílias em parceria com Conselho Tutelar, o público  atendido  faz o uso freqüente do álcool, fatores relacionados a genética. No desenvolvimento da ação e reflexão é certo que a capacitação dos profissionais é algo que demanda planejamento  para o atendimento de forma singular  e para que o serviço seja efetivo.

No que se refere à adesão ao tratamento efetivo, tendo em vista o forte sofrimento experimentado na fase de abstinência de acordo com o questionamento da professora;  percebe-se que adesão possui varias vertentes: aquele dependente que precisa do tratamento e possui a demanda, aquela que surge com  a necessidade por causa de questões pessoais  de não ter para onde ir  desta forma a esposa  faz a repressão, “se você não se tratar eu me separo de você”. E aquela demanda do sujeito que sai da cadeia e diz que vai  para o tratamento e não vai, em todos os casos o fator referente a abstinência  é fator significativo.

A discussão em relação ao crack, pela experiência parece que não é fator preponderante, mas o fator real é com o ser humano, e a causa que o leva ao uso desta droga, ou de outras drogas. Tendo discutido com grupos onde a experiência marca essa afirmativa, pessoas com certa maturidade seja espiritual e capacitada para agir com os que sofrem por esse mal que é o uso indevido do álcool e outras drogas.

O crack parece não ser reforçador, mas o sujeito epilético, inseguro, obsessivo, ignorante (não cursou escola regular)  toda a questão da evasão escolar, enfim tantas questões para serem pontuadas. Então, a organização dos serviços são necessidades básicas para o acolhimento aos que fazem o uso indevido do álcool e outras drogas.

 

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