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Publicado por - 24/10/2014

Paralelo entre maconha e tabaco  

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Ênfase aos malefícios de cada uma das substâncias.

1º. Parte

Maconha

A maconha, extraída da Cannabis sativa, é denominada de canabinoide.  Ela é absorvida pelo organismo, frequentemente por uso de cigarros que são chamados de baseados, pelo usuário ou em forma comestível. O componente do canabinoide responsável por proporcionar os prazeres esperados pelo usuário é o THC (tetrahidrocanabinol), que atua diretamente no SNC. “Muitos indivíduos consideram a maconha uma droga inofensiva” (GIGLIOTTI E GUIMARÃES, 2007, p. 163).  Já para Gigliotti et al. (2007), “no mínimo, ela faz tanto mal quanto cigarros que contêm nicotina” (p. 370). A primeira experiência com a maconha acontece geralmente na adolescência, simplesmente por curiosidade ou para o indivíduo ser aceito na rodinha de “amigos”. O risco de reincidência do uso acontece devido às sensações de euforia, bem-estar e relaxamento causadas pela droga.

Efeitos agudos e crônicos e suas complicações

    O efeito agudo da maconha se dá quando o usuário encontra-se em uma fase inicial do uso. Já com o uso prolongado da droga, os sintomas se cronificam. A princípio, a maconha gera ansiedade, crises de pânico no usuário e diminuição de concentração. Atenção, percepção e habilidade motora, fatores necessários para assimilação de tarefas importantes, sofrem uma depleção considerável.  Dentre essas tarefas, podemos destacar: estudar, trabalhar e dirigir automóveis (o indivíduo sob efeito da maconha torna-se um agente de risco em potencial para provocar acidentes no trânsito).
Com o uso contínuo da maconha, a tendência é o surgimento de doenças como problemas no aparelho respiratório, similares aos dos fumantes de tabaco, que desencadeiam bronquite e enfisema pulmonar. O indivíduo debilitado em consequência dessas doenças acaba se ausentando com frequência do trabalho e da escola. A maconha pode causar psicose em pessoas que já tinham predisposição para essa doença.
A incidência de câncer é grande, visto que, para efeito carcinogênico, liberado pela fumaça da maconha, cada cinco baseados fumados equivalem a 20 cigarros de tabaco. Também ocorre no usuário baixa na imunidade, o que facilita a instalação de infecções no organismo. O desinteresse por si próprio e pelo que acontece ao ser redor também é uma característica do usuário em potencial da maconha.
Síndrome de abstinência A síndrome de abstinência da maconha apresenta sintomas provenientes de grandes doses diárias usadas e retiradas repentinamente. Dependentes abstêmios da maconha relatam sentir um desatino horas após a última fumada. Sintomas de irritabilidade, insônia, depressão, perda de peso e enorme vontade de usar a droga também são comuns acontecerem, mas nem sempre de manifestação clara.

A Síndrome de Abstinência de Maconha

À Hipocrates (460-377 AC) foi atribuído o seguinte comentário:

“Os homens sabem que do cérebro, e somente dele, vem os prazeres, as alegrias e os risos, assim como as dores, angústias e medos. Da mesma forma, sabem que ele nos faz loucos e delirantes, inspira medos e dúvidas, manifestados por comportamentos bizarros, automáticos e de risco” (Solowij, 2003).

Estes últimos são a manifestação de um cérebro doente, podendo representar diferentes transtornos, agudos ou crônicos, tais como o abuso e a dependência de substâncias psicotrópicas. Os efeitos iniciais de uma substância psicotrópica mimetizam os prazeres, as alegrias e os risos descritos por Hipócrates, reforçando a continuidade do uso. A dependência na fase inicial manifesta-se pelo desejo de sentir prazer, com um forte componente psicológico. A dependência crônica, geralmente relacionada à tolerância aos efeitos da droga, cursa com a necessidade de usar a substância para aliviar sintomas orgânicos desagradáveis que surgem ao se tentar interromper o uso. Estes últimos caracterizam a síndrome de abstinência, um conjunto de sintomas e sinais que aparecem após a cessação do uso da substância. Esta, por sua vez, pode ser um reforço negativo para a continuidade do uso, na tentativa de amenizar os sintomas indesejados, que variam em intensidade, duração e gravidade para cada tipo de droga.

A síndrome de abstinência de maconha tem sido descrita por sintomas que desaparecem com a retomada do consumo da substância como:

1. desconforto generalizado,
2. “fissura”,
3. diminuição do apetite,
4. perda de peso,
5. insônia,
6. agressividade,
7. irritabilidade,
8. angústia,
9. cansaço,
10. sonhos estranhos.

Esta síndrome fica muito mais clara se os indivíduos fazem uso pesado da droga

Por muitos anos acreditou-se que o uso de maconha não desenvolvia tolerância e não levava à síndrome de dependência. Verificou-se mais tarde que em alguns casos existia sim a tolerância, mas seus efeitos eram fracos. A partir de meados da década de 70, evidências de desenvolvimento de uma marcante tolerância a vários efeitos da maconha emergiram em diversos estudos com animais e, posteriormente, em humanos.

Além disso, evidenciou-se que diante da cessação abrupta de altas doses de tetrahidrocanabinol (THC) produzia-se uma síndrome de abstinência semelhante àquela produzida por drogas sedativas de longa duração

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