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Publicado por - 22/07/2015

Brincar, ajuda no TDAH?

crianças

Olá amigos e amigas do site apsicologiaonline.com.br,

As observações aqui descritas, foram realizadas através de leituras, atendimentos com crianças. Um dos pontos fundamentais é a reflexão  sobre a capacidade de aprendizagem de crianças com TDAH (Transtorno e Déficit de Atenção e Hiperatividade), através do brincar.  Então vou destacar  aqui o jogo, ele  “pressupõe a presença do componente simbólico que são as fantasias e o faz-de-conta” (Vygotsky, 2004).

Quando pensamos na palavra jogo, cada um pode entendê-la de modos diferentes, ex. jogo  de xadrez,de amarelinha,dominó, quebra-cabeça,futebol, e outras infinidades de outros. Cada um tem suas especificidades, por exemplo: no faz-de-conta, há forte presença da situação imaginária,no  dominó temos regras.

Temos os jogos e temos as brincadeiras, e qual seria a diferença entre o jogo e brinquedos?

São várias definições, vejamos essa: a palavra em português que indica a ação lúdica infantil é caracterizada pelos verbos brincar e jogar, sendo que brincar indica atividade lúdica não estruturada e jogar, atividade que envolve os jogos de regras propriamente ditos. Baptista da Silva (2003).

Quanto à função do brinquedo, Brougère e Wajskop (1997) esclarecem que ele tem um valor simbólico que domina a função do objeto, ou seja, o simbólico torna-se a função do próprio objeto. Um cabo de vassoura pode exemplificar esta relação entre função e valor simbólico. A função de um cabo de vassoura pode mudar nas mãos de uma criança que, simbolicamente, o transforma em um cavalo.Portanto, a função do brinquedo é a brincadeira. O brinquedo tem como princípio estimular a brincadeira e convidar a criança para esta atividade. A brincadeira é definida como uma atividade livre, que não pode ser delimitada e que, ao gerar prazer, possui um fim em si mesma.

O jogo é, pois, um instrumento de trabalho extremamente útil e freqüentemente utilizado para criar vínculos e estabelecer novas formas de relação. Por esta razão vem sendo cada vez mais usado nos ambientes de trabalho, para integração de equipes, desenvolvimento e treinamento de papéis; nas escolas e outras instituições, com grupos de professores e funcionários; para trabalhar temas de interesse do grupo (sociodrama); como recurso pedagógico; para psicoterapia de crianças, adolescentes, adultos, casais e famílias. A existência de regras em todos os jogos é uma característica marcante.

Existe uma linha muito  tênue que diferencia a brincadeira do jogo.Pesquisadores como Negrine (1994), Friedmann (1996), Baptista da Silva (2003), Biscoli (2005) e o próprio Vygotsky (1991) não fazem diferenciação semântica entre jogo e brincadeira. Estes autores utilizam ambas as palavras para designar o mesmo comportamento, a atividade lúdica. Negrine (1994), acrescenta que o termo jogo vem do latim iocus e significa diversão, brincadeira. Entretanto existem algumas características que podem diferenciar o jogar do brincar. Brougère e Wajskop (1997) afirmam que a brincadeira é simbólica e o jogo funcional, ou seja, enquanto a brincadeira tem a característica de ser livre e ter um fim em si mesma, o jogo inclui a presença de um objetivo final a ser alcançado, a vitória. A brincadeira, seja simbólica ou de regras, não tem apenas um caráter de diversão ou de passatempo. Pela brincadeira a criança, sem a intencionalidade, estimula uma série de aspectos que contribuem tanto para o desenvolvimento individual do ser quanto para o social.

Quanto ao  TDAH, é um transtorno de desenvolvimento do autocontrole que consiste em problemas com os períodos de atenção, os controles de impulsos e o nível de atividade. Não há certeza científica, mas é provável que seja transmitido de forma genética, caracterizando-se por um desequilíbrio das substâncias químicas do cérebro, ou neurotransmissores reguladores da conduta.

É importante nunca se olvidar que todas as crianças apresentam momentos de desatenção e de impulsividade, e que podem exibir altos níveis de energia de vez em quando. No caso de TDAH, porém, esta conduta se manifesta quase todo o tempo.

Destaco aqui o tipo inespecífico – verificado quando não há um número de sintomas suficiente para uma classificação em qualquer dos tipos desatento, hiperativo, sendo que um ou vários dos sintomas de cada um deles estão presentes, e prejudicam o desempenho escolar, familiar e profissional do paciente. O critério, aqui, é mais dimensional do que quantitativo.

O desenvolvimento da criança na escola tem suma importância, pois o papel do professor é semelhante ao do adulto que caminha, instigando a criança a alcançar a plenitude de seu desenvolvimento potencial. De fato, cabe a ele estimular constantemente a atenção da criança com TDAH, para que a mesma não se perca a qualquer novo estímulo do ambiente. Para possibilitar que a criança fixe atenção em um único brinquedo ou jogo por um tempo suficiente para o máximo aproveitamento daquela experimentação, com uma melhor interação com aquele objeto e mesmo com os colegas.

A criança com Déficit de Atenção Hiperatividade tem plena capacidade de desenvolver seu potencial criativo. Porém, sempre que perde a atenção, deixa seus projetos pela metade, faltando a conclusão. Insiste-se no fundamento do papel do educador, cujo estímulo e atenção constante é a única ferramenta capaz de proporcionar a plenitude das vivências e experimentações pela criança, ao menos no âmbito escolar, garantindo seu maior aproveitamento e aprendizagem. egas. Assim pode conseguir também aproximação aos demais.

O brincar é um componente essencial, visto que permite ao aluno desenvolver aprendizagens de forma lúdica e dinâmica. O jogo que envolve representações mentais auxilia na aprendizagem do desenvolvimento de conceitos, elaboração de projetos mentais e de estórias. O brincar sensório motor vai ampliar as capacidades motrizes, dar segurança e canalizar sua organização para novas aquisições motoras que o habilitam a brincar e conhecer o seu corpo com maior segurança.

No que se refere à aprendizagem, utilizar a brincadeira como um recurso é aproveitar a motivação interna que as crianças têm para tal comportamento e tornar a aprendizagem de conteúdos escolares mais atraente. Entretanto, de acordo com algumas pesquisas , o meio escolar ainda não está conseguindo utilizar o recurso da brincadeira como um facilitador para a aprendizagem. Muitas dificuldades e barreiras ainda são encontradas, tais como a falta de espaço, de recursos e principalmente, de qualificação profissional. Alguns vestígios de tentativas da utilização do brincar já podem ser encontrados, como é o caso da ludoeducação descrita por Dohme (2002).

A formação continuada poderá contribuir de forma significativa para psicólogos, professores, pedagogos, psicopedagogos e outros profissionais para que o diagnóstico seja realizado de forma pontual.

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