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Publicado por - 25/05/2016

Afetividade, aprendizagem, como acontece?

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Tenho pesquisado sobre aprendizagem e afetividade. Um ponto que me chamou atenção: a pessoa para aprender passa pela observação, logo após pela  experiência, em seguida pelo contexto ou seja, ela vai elaborar o que ficou, ou seja o que resultou. Fiz algumas pontuações a seguir:

  • As interpretações relativas a aprendizagem, no ambiente escolar, passam pelo olhar do profissional da educação que registra em seus pareceres que o educando não está adaptado, que é indisciplinado, que a família é omissa, que a mesma só se preocupa com os auxílios governamentais que recebe e, portanto, quanto mais filhos, mais ganhos financeiros. O que se sabe é que o discurso está mudando, pelo menos para aquele profissional com olhar mais acurado em relação aos seus pupilos, e a pergunta que se faz é: por que não aprendem? ou, por que tem mais dificuldade de concentração? Por que desafiam o educador a todo instante? Instigam posicionamentos e metodologias diferenciadas para que a aprendizagem ganhe espaço e promova conhecimento àqueles que ocupam os espaços educativos.
  • Mas o que é aprendizagem? Segundo os estudiosos da área é um processo de mudanças, de conhecimento, de comportamento que se obtém através das vivências construídas por fatores emocionais, neurológicos, relacionais e ambientais.  Já,  segundo Relvas em seu artigo “Cérebro aprende pelo afeto e emoção”, (s.d., p. 1), “a aprendizagem é um ‘mix’ de memória, atenção, concentração, interesses, desejos, estímulos intrínsecos (neurotransmissores/ hormônios) e extrínsecos (informações externas do ambiente) que permeiam a mente e o cérebro humano”.
  • A escola, espaço de aprendizagem que deveria oportunizar o conhecimento, a interação, a socialização, a educação baseada na diversidade, abraça, também, o resgate emocional, equacionando lacunas ou suprimindo, quando possível, as faltas decorrentes do ambiente familiar.
  • A afetividade se entrelaça com o saber, com o seu desenvolvimento e o indivíduo feliz reage positivamente a novas informações, pois sua autoestima está organizada e equilibrada, pronta para novos estímulos, sejam eles desafiadores, dramáticos, cômicos e físicos. A capacidade dos indivíduos de se emocionarem os faz diferente, podendo reconstruir o mundo e o conhecimento, também, a partir das emoções e do afeto que impulsionam a vida, e, não apenas do ensino mecanizado da vida. 

Portanto, o  emocional quando estável possibilita  aprendizagem, e se o indivíduo não o tem em seu ambiente social, é possível que o tenha no ambiente educativo de suas aprendizagens. A emoção e atenção que fundamentam as bases cognitivas, estabelecendo relações essenciais colaboram com  afetividade, emoção e aprendizagem.

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