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Publicado por - 25/07/2016

Como tratar a  família para lidar com o problema do álcool e outras drogas.

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O presente texto  propõe uma reflexão sobre a importância da família na prevenção e no tratamento do uso indevido do álcool e outras drogas. A dependência química é sempre discutida, os desafios existem em relação ao uso abusivo de álcool e outras drogas na vida das pessoas. Sabemos pela história que “as primeiras abordagens terapêuticas para o tratamento de dependentes químicos datam do século XIX, embora existam relatos de quadros de alcoolismo desde a antiguidade.” (BONI E KESSLER, 2010, p. 178).  

O primeiro passo para o tratamento “é alcançar um nível de participação e motivação suficiente para manter um tratamento a médio e longo prazo.”

            Logo, o fato é que o tratamento é um processo longo que requer total participação da família, independente do caso. A abordagem familiar é parte integrante e indispensável no tratamento de adolescentes com problemas relacionados ao uso de substâncias psicoativas, não só no tratamento do adolescente dependente, como em qualquer caso de dependência química, seja na infância, juventude ou velhice.

 

Que tipos de conflitos as famílias lidam em relação ao Tratamento ?

O primeiro conflito é não saber lidar com a situação que se apresenta, seja com o filho, com o marido, o irmão, amigo ou vizinho. É preciso que as famílias saibam se posicionar diante da situação.

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Os cinco passos para compreender a situação são:

 Passo 1)  Compreender  o para que o  uso do álcool e  drogas para desvelar o mistério chamado drogas.

Passo 2)  Receber  informações, logo após perceber que tipo de ajuda essa família precisa.

Passo 3)  Vencer a dependência psicológica.

Nessa fase a dependência psicológica é um dos maiores conflitos a ser gerenciado pela família.

Vejamos:  “Quando se fala em dependência de drogas, as pessoas, em geral, categorizam a dependência mais pelo aspecto da “dependência física”: afinal, ela mexe com o corpo. Assim, o aspecto psicológico não é muito valorizado, e é considerado menos grave. Na verdade, as coisas não são assim. O que mantém a dependência física de alguém é a dependência psicológica.” Rosseli (2009)

Na Dependência Psicológica, a droga passa a fazer parte do mundo simbólico do indivíduo e a fazer parte dos seus desejos e vontades. Podemos ter uma dependência afetiva por pessoas (amigos, parentes) e por objetos de estimação (canetas, relógios, pen-drive, CDs etc.) que fazem parte de nossas vidas. Quando os perdemos (pessoas e objetos), sentimos  muito a sua falta. Mas superamos isso sem maiores dificuldades ao longo do tempo, a menos que tenhamos desenvolvido uma relação patológica com essas pessoas e objetos.  Com relação à droga, acabamos, ao longo do seu consumo, desenvolvendo uma relação patológica com ela. Ela passa a fazer parte importante de nossa vida e já não conseguimos nos separar dela. Com esse consumo progressivo, acabamos chegando ao estado de

Dependência Física. Nesse momento, a droga ingerida passa a fazer parte do metabolismo e do funcionamento interno do nosso corpo. Se ela faltar, o nosso corpo sente a sua falta, independente da nossa vontade de ingeri-la ou não. Nessa hora, a pessoa já não tem o controle de querer ou não tomar a droga. O seu corpo exige que ela seja tomada. 

Quando o indivíduo entra no quadro de dependência física, ele tende a aumentar progressivamente a dose da droga abusada. Isso porque o fígado passa a destruí-la cada vez mais rápido, tentando evitar um dano maior ao organismo. Igualmente, o cérebro se adapta à presença da droga, diminuindo o seu efeito. Com isso tudo, para manter os efeitos prazerosos anteriores, há a necessidade de aumentar a dose.

E, se não tomar, o corpo entra num estado chamado de Síndrome de Abstinência, que é o conjunto de sinais e sintomas que o corpo apresenta devido à ausência da droga rotineira.

Cada droga de abuso tem sinais e sintomas específicos que serão estudados em disciplina futura, bem como o tratamento.

Passo 4)  Determinação

Que problemas hoje impedem o ser humano de gerir sua vida afetiva?

Ter uma vida em ordem é o sonho de toda pessoa humana.

Ter conhecimento de suas dificuldades para então aproximar das pessoas e manter um relacionamento saudável é uma meta de centenas de pessoas.

Fazer luz sobre a vida afetiva e compreender o que acontece, é a esperança de milhares de pessoas.

Os desafios existentes para construir laços, é de todo ser humano, quando se lança na relação.  Amar é um desejo, é uma necessidade. “ Amar é um ato de decisão. “

Toda pessoa tem dificuldades com sua afetividade, o usuário é frágil nos seus relacionamentos.

Passo 5)  Relacionamento familiar .

 

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 Pais separados: filhos como ficam?

Pessoas com autoestima elevada são capazes de enfrentar os maiores desafios com serenidade e confiança em si mesmo (a). Solucionam os problemas em vez de culpar os outros. Aprendem com o fracasso e tentam novamente em vez de desistir. O que baixa ou levanta nossa autoestima não é o que as pessoas fazem ou dizem a nosso respeito, mas o que “nós dizemos para nós mesmos depois que o outro parou de falar”.

A questão familiar é inerente  nesse processo, a estrutura em que a pessoa se insere colabora para sua autoimagem, seja ela negativa ou supervalorizada, é preciso o autoconhecimento para encontrar a imagem normal. Momento em que a pessoa vai tomando consciência de si mesmo. A família faz parte desse processo, pois o usuário muda seu comportamento, realiza um encontro pessoal e a família contínua  “levando a vida.”

Obs.

Imagem negativa é a imagem estruturada a partir do negativo e das falhas. Seu olhar é atraído pelos seus limites e/ ou por aquilo que lhe falta do que por aquilo que tem de riqueza em si. Ausência de autoestima. (SAVIO, 2010).

Imagem Supervalorizada, é a imagem característica que a pessoa tem de si mesma uma grande ideia (desejando que os outros também a tenham). Busca a estima dos outros a qualquer preço. A pessoa se vê em uma lente de aumento. Traz em si mesma uma insegurança, é do tipo dominante. (SAVIO, 2010).

A reflexão aqui realizada deseja contribuir para o entendimento de como a família está implicada no desenvolvimento saudável, ou não, de seus membros, já que ela é entendida como sendo o elo que os une às diversas esferas da sociedade. Os estudos apontam para a influência da família, da escola e do grupo de amigos no caso da manifestação do uso abusivo de drogas.

É preciso olhar a pessoa como a  abordagem gestáltica propõe:

“ visa a percepção em um todo, e a tentativa de reduzi-la em elementos a destrói. A Gestalt se preocupa e foca na pessoa quanto ao seu presente, que pode em muitas ocasiões, estar vivenciando angústias do passado.”

Resolver o passado eis o desafio.

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