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Publicado por - 7/09/2016

A familia e a dependência química

corpo

Apoio familiar é base para  a dependência química

Apesar de estar mais moderna e compreensiva, a sociedade ainda apresenta muito preconceito quando o assunto é voltado para a dependência do álcool e outras drogas. Alguns  usuários não querem se expor, temem ser discriminados e, desta forma, tentam a seu modo trabalhar a dependência sozinhos  ou se entregam ao vício. É possível reverter  esse quadro, através de um processo e uma possível cura. Mas, é preciso muita dedicação do dependente químico e da família, pois o tratamento é intenso e causa grande sofrimento para todos os envolvidos.

De acordo com a psicóloga e especialista em dependência química, Maria de Lourdes Batista, a família é um sistema formado por subsistemas e cada indivíduo tem um papel específico nessa estrutura. Por isso, em casos como esses, há interferências que modificam a realidade familiar.

Para ajudar a solucionar esses conflitos, a especialista  percebeu alguns pontos essenciais :  refletir sobre que tipo de ajuda a família precisa  é o primeiro passo – ” buscar informações sobre a dependência química e seus fatores. Quem é dependente de drogas traz consigo uma dezena de outras dependências.  Ou seja, estamos lidando com uma personalidade com um traço de dependência.”  Rosseli .

Segundo Maria de Lourdes, para tratar esse indivíduo, em situações que fujam do controle, outro ponto essencial é o diálogo,   percebendo em que fase do processo ele se encontra;  tratamento,  intervenção e  prevenção à recaída.  Nesse sentido é importante conhecer os padrões de consumo de uso, abuso e dependência da droga. Entende-se por uso de uma substância, quando existe a autoadministração em qualquer quantidade da droga psicoativa. Já o abuso de drogas é compreendido a partir do estágio em que ocorre um risco de consequências nocivas à saúde do usuário. A dependência é perda do controle sobre o uso.

Buscar compreender o comportamento do usuário facilita a busca de ajuda necessária — explica a psicóloga Maria de Lourdes Batista. Ela destaca que, apesar de ser uma situação difícil para o indivíduo e para a família, a dependência química e alcoólica têm  tratamento. Temos nos municípios as políticas públicas sobre drogas, com os serviços para o acolhimento; Caps, AA, Grupo de Apoio, Comunidades Terapêuticas (CT), além de profissionais especializados no tratamento.

Ainda de acordo com Batista, no tratamento, a família é importante, pois os familiares  podem apresentar  uma Codependência  –  “O codependente é aquele que deixou-se influenciar pelo comportamento de outra pessoa, e que vive obcecado em controlar o comportamento desse outro.”

Apesar de toda dificuldade que cerca o problema da dependência química e suas implicações no contexto familiar, é comprovado  como fator primordial a participação dos familiares, bem como a ajuda na manutenção  do tratamento e reinserção. Varias pesquisas apontam que o envolvimento da família no tratamento é essencial  para o sucesso terapêutico da dependência química – finaliza.

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