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Publicado por - 27/12/2016

Como é o estado emocional do paciente com Leucemia crônica?

 isabela-santoniEsse texto não pretende esgotar o conteúdo proposto, mas informar alguns pontos relevantes para a família do paciente, expor sobre o  estado emocional do paciente com  leucemia (neoplasia maligna que atinge o sangue).  

Conhecer as causas que a desencadeiam auxiliam a família a lidar com os conflitos inerentes ao quadro que se estabelece mesmo que as causas não são determinadas de forma exata.  

Os sintomas aparecem após a proliferação excessiva de células imaturas na medula óssea, com a infiltração em vários tecidos do organismo (por ex: pele, sistema nervoso central, etc)

O processo de doença, desde os sintomas, os exames de diagnóstico específicos até à fase da quimioterapia (agressiva), tratamento com ou sem internamento e transplante de medula óssea (quando necessário), implica um enorme impacto psicológico, isto é, uma enorme instabilidade emocional no doente segundo autores. Tendo em conta que o tratamento é faseado e longo, o estado psicológico do doente tende a deteriorar-se.

Trata-se de um momento de vida em que o doente está submetido a riscos significativos, que contribuem para o aparecimento daquilo que em Psicologia se designa por perturbação emocional – interferência desajustada direta ou indireta das emoções no pensamento.

Nesse sentido as pessoas que rodeiam o doente nestas fases delicadas da vida de um ser humano adquirem uma importância vital. Sejam elas os técnicos, os familiares ou os amigos.

A presença de perturbação emocional na leucemia, implica uma interferência séria no bem-estar do doente, diminuindo a sua qualidade de vida, expondo-o, também, a uma serie de dificuldades ao nível do funcionamento psicológico impostas pelo próprio tratamento.

Quais são as reações psicológicas e psicopatológicas que os doentes podem desenvolver:  

dificuldades de ajustamento, ansiedade, sintomatologia depressiva, irritabilidade, isolamento social, desmotivação, medos, dificuldades na tomada de decisão (inerentes ao processo de transplante, por ex.), desorientação, dificuldades de controlo e gestão do stress, vulnerabilidade, distúrbios alimentares, sentimentos de inutilidade, inferioridade e autodesvalorização, baixa autoestima e autoconfiança, insegurança, autoimagem desvalorizada, dificuldades de atenção e concentração, desorganização e instabilidade emocional, entre outras.

A Família

A família é, em toda a extensão da doença, um suporte imprescindível para o doente com leucemia. Em certos casos funciona mesmo como um fator fulcral da sua recuperação, promovendo a reaproximação e intensificação dos laços familiares. É um período de maior relação entre os vários elementos da família. O familiar passa a ser mais um membro disponível da equipe multidisciplinar.

Para além das várias fases da leucemia implicarem um potencial aumento do stress para o doente, o mesmo também acontece com os familiares. Na maior parte dos casos são invadidos pelo sentimento de impotência, de perda, angústia e desespero. O seu estado psicológico é de grande fragilidade que, por vezes, também provoca desorganização e instabilidade emocional. A sua participação ativa no processo de tratamento e recuperação pode, inclusivamente, fomentar o conflito interno devido às dificuldades que surgem na relação com o doente, uma vez que o familiar se confronta com os seus sentimentos mais negativos e o apoio que quer/deve prestar ao doente, seu familiar.

Acompanhamento Psicológico

Para além do apoio familiar, o acompanhamento psicológico realizado por um profissional especializado – um(a) psicólogo(a) clínico(a) – assume uma importância extrema em todo o processo, uma vez que contribui para que todos estes aspectos se manifestem com a menor intensidade possível numa situação já de si dramática.

O/A psicólogo(a) contribui para que a forma como o doente com leucemia lida com a sua realidade, bem como os seus familiares, seja menos sofrida.

A avaliação psicológica é feita numa fase anterior ao transplante como forma de, através dos seus resultados, delinear a intervenção posterior.Esta intervenção psicológica e psicoterapêutica permite ao doente utilizar os seus recursos internos de forma mais ajustada à situação de dor e sofrimento, disponibilizando-os da maneira mais adequada, afim de minimizar o impacto dos sentimentos dolorosos, promovendo, assim, o reajustamento psicológico. Facilita, por um lado, a adesão ao tratamento médico e a suportar a dor e, por outro, ajuda o doente a lidar de forma diferenciada com o problema, minimizando a instabilidade emocional, levando-o a pensar de forma diferente o seu problema provocando menor sofrimento psicológico.

Sintomas da leucemia

Danos à medula óssea resultam na falta de plaquetas no sangue, as quais são importantes para o processo de coagulação. Isso significa que pessoas com leucemia podem sangrar excessivamente. As células brancas do sangue, que estão envolvidas no combate a agentes patogênicos, podem ficar suprimidas ou sem função, colocando o paciente sob risco de infecções.

Já a deficiência de células vermelhas ocasiona anemia, a qual pode causar falta de ar e fadiga. Pode ocorrer dor nos ossos ou articulações por causa da extensão do câncer a essas áreas. Dor de cabeça e vômito podem indicar que o câncer disseminou-se até o sistema nervoso central. Em alguns tipos de leucemia pode os nódulos linfáticos podem ficar dilatados. Todos esses sintomas podem também ser atribuídos a outras doenças. Para o diagnóstico é preciso fazer teste de sangue e biópsia da medula óssea.

Leucemia aguda x crônica

Leucemia é dividida clinicamente e patologicamente nas formas aguda e crônica.

Leucemia aguda é caracterizada pele crescimento rápido de células sanguíneas imaturas. Esse apinhamento torna a medula óssea incapaz de produzir células sanguíneas saudáveis. A forma aguda de leucemia pode ocorrer em crianças e adultos jovens, O tratamento imediato é necessário na leucemia aguda devido à rápida progressão e acúmulo de células malignas, as quais entram na corrente sanguínea e se espalham para outras partes do corpo. Se não houver tratamento, o paciente morrerá em alguns meses ou até semanas.

Leucemias crônicas são distinguidas pelo acúmulo de células sanguíneas relativamente maduras, porém ainda assim anormais. Geralmente levando meses ou anos para progredir, as células brancas anormais são produzidas numa taxa bem maior que as normais.

Leucemia crônica geralmente ocorre em pessoas idosas, mas pode afetar qualquer faixa etária. Enquanto a leucemia aguda deve ser tratada imediatamente, a forma crônica alguma vezes é monitorada por algum tempo antes do tratamento, para assegurar a eficiência máxima da terapia.

Fonte: IPSY’s – Instituto de Psicologia e Neuropsicologia

Agende uma consulta: http://apsicologiaonline.com.br/psicologa-online/formas-de-investimento/

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