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Publicado por - 19/05/2017

04  lições  para  compreender  a dimensão da pessoa em seus relacionamentos.

 Lição 01 – Entendo a personalidade do outro.

Eneagrama. É uma doutrina tipológica bem antiga que apresenta nove personalidades diferentes. No Brasil, há alguns livros e cursos sobre o Eneagrama, mas ainda é pouco conhecido. Vem do grego e se refere a uma figura circular que contém nove pontos em sua circunferência.  Alguns autores abordam em detalhes a teoria do eneagrama, porém o tema  é extenso.

As nove personalidades que estão relacionadas através de números de 1 a 9 :

O Perfeccionista (tipo 1 ),

o Prestativo (tipo 2)

o Bem Sucedido (tipo 03) ,

o Individualista (tipo 4),

o Observador (tipo 5),

o Questionador (tipo 6),

o Sonhador ( tipo 7),

o Confrontador (tipo 8),

o Pacifista (tipo 9).

O Eneagrama é uma ferramenta, um espelho da alma, que ajuda a entender os vícios e virtudes, possibilitando o crescer e o viver  em busca do equilíbrio, consigo e com os outros. É um instrumento que  auxilia o indivíduo na maneira de como observa a vida.

Os diversos modos para compreenderem, processarem e reagirem ao ambiente e ajuda não apenas no plano do autoconhecimento, como também no da compreensão de si mesmo no contexto do relacionamento humano. (Zuercher,2001)

Estudar o eneagrama e observar a realidade, o que se apresenta, é ter um instrumento sensível por meio do qual a vida pessoal e os relacionamentos podem fluir. Assim, por meio dessa percepção, pode-se reconciliar com o  ser e deixar fluir as energias vitais.

Descobrir-se nesse processo onde os talentos constituem-se, é uma dádiva para os outros e para nós mesmos.

“A próxima fronteira não está somente à sua frente, ela está dentro de você.” (Cooper)

 

Lição 02 –  A Necessidade de Existir e de se Relacionar 

Se pensarmos os relacionamentos  como algo a ser construído, carregado de experiências negativas e positivas, pode-se  encontrar no universo dessa trama uma linda história, como se a vida fosse um grande livro. Alguns autores vão dizer que a necessidade de existir, é a necessidade central das pessoas. Desde o seu nascimento, a criança é um “feixe de potencialidades” habitadas por um  grande potencial de vida.

“Temos inserido em nós a nossa identidade, nosso agir essencial, e a necessidade de crescimento pessoal.”

(Rochair, 2000)

Por outro lado, o posicionamento  no mundo e nos relacionamentos  gera varias tensões e conflitos. Isso requer de cada  individuo a solução de problemas, e nos remete a contemporaneidade e seus desafios. Assim, algumas perguntas surgem, e como vamos respondê-las?

Vamos para uma delas:

O que impede de ter relacionamentos vitalizantes?

Alguns  autores apontam  que temos nossas relações de consanguinidade, são os relacionamentos provenientes do nosso parentesco com alguém, a base deste relacionamento é a força de sermos do mesmo sangue, da mesma família. Contudo, as relações são conflituosas.

Como vivo esses relacionamentos?

Temos relações de amizade. Podemos falar de amizade, quando existe afeição sentida uma pela outra pessoa, quando há reciprocidade. No sentido habitual a palavra amigo é facilmente utilizada. Diante das varias situações do cotidiano, ouvimos algumas pessoas dizendo: “não tenho amigos”, “sou uma pessoa solitária”. Pode-se dizer, que o ciclo de relacionamentos quando se trata de nomear; amigos e amizades passa a ser uma tarefa complexa.

Rogers  na sua abordagem :   “Aceitar-se a si mesmo é um  pré-requisito para uma aceitação mais fácil e genuína dos outros. “

 

Lição 03 –  Criatividade, use essa energia nos Relacionamentos 

O processo criativo no ser humano é algo tão complexo e tão fantástico que se perde na sua própria existência, pois ele tem uma capacidade muito grande, que possibilita em ser alguém que derruba barreiras de seu próprio limite navegando na imensidão de suas criatividades Utópicas.

Desde a antiguidade o homem vem desenvolvendo-se e descobrindo ser um grande artista em seus processos criativos, porque usa dela para seu benefício. Nesta época ele desenvolveu uma grande variedade de trabalhos manuais, como vasos de cerâmica, que lhes revelavam o belo gosto pela arte e uma sensibilidade para criar.  Meados da Idade Média, o homem usa seu poder criativo para manipular socialmente outros e para seduzir com suas belas pinturas Teocêntricas.

Então, o processo criativo vem acompanhando o homem, desde que existe, só que no decorrer dos  anos esse processo tomou rumos diferentes, rumos que levaram o homem a ruína e a solidão, tornando-o um ser individualista e altamente egoísta.

Na atualidade temos vários instrumentos que tem como objetivo a tentativa de resgatar o lado humano do homem.

Segundo May  o homem tem a coragem para criar. Ele define coragem,  tem raiz na palavra francesa coeur,que significa “coração”. Agir com o coração. Assim, a coragem é necessária para que homem possa ser e vir a ser.

Depoimento  ” A Oficina de Criatividade no meio acadêmico, teve sem dúvida um valor significativo pela sua aplicação pragmática ou hedônica, porém, no ser humano, ao se tratar de liberdade, alcança um valor ainda maior. Possibilitando a expressão de suas potencialidades, e muitos alunos que não acreditaram no mundo fora das cavernas e ainda, encontram-se na sua própria escuridão (ainda com medo do mundo novo). ”Use a energia do entusiasmo e multiplique talentos.”  Fabiana A. dos Santos.

 

Lição 04  – Construindo minha imagem.

A construção de uma  imagem seja pessoal e profissional está muito pautada com alguns conceitos. Que “o hábito faz o monge”; o outro, que “o homem vale pelo que é”. O conceito da autoimagem está dentro dos dois axiomas. E outro conceito sobre  a dualidade e a credibilidade.

A dualidade significa que as pessoas têm ou não uma boa imagem. É construída num processo, não pode ser imposta, sendo obtida como resultado cumulativo de interações. É composta por comportamentos, hábitos, posturas, ética, conhecimentos, habilidades e competência. A credibilidade significa que uma boa imagem pessoal passa por transmitir confiança.

Alguns autores definem autoimagem a partir de estudos realizados através de pesquisas, que levaram os psicólogos à conclusão de que existem personalidades positivas –  “personalidades de sucesso” – voltadas para a alegria, para o êxito – e  personalidades negativas – “personalidade de derrota” – voltadas para a tristeza e para o fracasso. As personalidades ou são saudáveis ou são doentias.

A autoimagem pode ser mudada não apenas pelo conhecimento intelectualizado, mas principalmente por experiências vividas.

A imagem negativa poderá ser decorrente de uma não existência, e o que seja uma não existência?

Em primeiro lugar é preciso estar consciente desta não existência, e estar motivado  e determinado a curar. O  ser da pessoa humana  é um lugar de potencialidades, que aspiram se atualizar. Mas, temos uma sensibilidade que possui varias necessidades. Assim, com o dinamismo de crescimento as potencialidades tentem a traduzir-se em atos e a se desenvolver. É como algo que nos impulsiona para frente.

A psicologia humanista  vê o homem como um ser em busca e construção de si mesmo, cuja natureza continuamente se desvela e exprime no realizar de suas possibilidades e na atualização de seu potencial, compreendem assim os humanistas que só se é pessoa, só se é realmente humano, no autêntico, livre e integrado ato de se desenvolver.

Finalizando, a Imagem faz parte do seu Marketing Pessoal e que o mesmo se faz com clareza de objetivos, posicionamento, comprometimento, relacionamentos, conhecimento, autoestima e motivação.

A construção da imagem normal ou pessoal deve ser um processo, pelo que se vai construindo com consciência, progresso e conquistas.

A construção de uma autoimagem é decorrente de um reconhecimento das necessidades do ser humano, a primeira delas a necessidade de amar e ser amado.

 

Referência:

Sara Maria Pereira Guedes

Psicóloga, Licenciada em Psicologia pela Faculdade de Psicologia e Ciências de Educação da Universidade do Porto, Portugal.

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