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Publicado por - 22/05/2017

Terapias Expressivas – A expressão através da Arte

Jogo Teatral

Para Spolin, com base no conceito de Foco, voltado para os pontos essenciais a serem comunicados aos alunos, é possível alterar a própria organização da matéria, pois por meio do envolvimento criado pela relação com o jogo, desenvolve-se liberdade pessoal dentro do limite de regras estabelecidas e cria-se técnicas e habilidades pessoais. “ À medida que interioriza essas habilidades e essa liberdade ou espontaneidade”, o indivíduo “se transforma em um jogador criativo”. (KOUDELA, 2001, p.  43)

A autora ressalta ainda que os jogos possuem caráter social e baseiam-se em problemas a serem solucionados, ou seja,  é o próprio objeto do jogo. “As regras do jogo incluem a estrutura (onde, quem, o que) e o objeto (foco) mais o acordo de grupo”. (KOUDELA, 2001, p.  43)

Destacando as palavras de Spolin, a autora esclarece a diferença entre jogo dramático e jogo teatral:      “Como o adulto, a criança gasta muitas horas do dia fazendo jogo dramático subjetivo. Ao passo que a versão adulta consiste usualmente em contar estórias, devaneios, tecer considerações, identificar-se com os personagens da TV etc., a criança tem, além destes, o faz-de-conta onde dramatiza personagens e fatos de sua experiência, desde cowboys até pais e professores. Ao separar o jogo dramático da realidade teatral e, num segundo momento, fundindo o jogo com a realidade do teatro, o jovem ator aprende a diferença entre fingimento (ilusão) e realidade, no reino do seu próprio mundo. Contudo, essa separação não está implícita no jogo dramático. O jogo dramático e o mundo real freqüentemente são confusos para o jovem e – ai de nós – para muitos adultos também”. (SPOLIN APUD KOUDELA,  2001, p. 43-44)

Já nas palavras de KOUDELA (2001, p. 44), “o processo de jogos teatrais visa efetivar a passagem do jogo dramático (subjetivo) para a realidade objetiva do palco”. Entende-se, portanto, que o jogo teatral é um processo que tem por objetivo gerar uma nova realidade. A autora conta que para Spolin a criança, dos sete/oito anos de idade em diante, já conta com capacidades que lhes permitem expressar-se através da linguagem artística do teatro. Desta forma, a transição entre o jogo dramático infantil (ou jogo de faz-de-conta) para o jogo teatral é comparável à “transformação do jogo simbólico (subjetivo) no jogo de regras (socializado)”.

No jogo teatral, se busca pela solução do problema de atuação, ou seja, é realizado um esforço para se atingir o estado de acomodação. Assim, “a improvisação de uma situação no palco tem uma organização própria, como no jogo, pois se trabalha com o problema de dar realidade ao objeto”. (KOUDELA, 2001, p. 44).  No sistema de jogos teatrais, através do Foco, ou ponto de concentração do ator, nota-se a possibilidade de se trabalhar com o significado do gesto, uma vez que a delimitação do campo de jogo leva ao nível de concentração que, por sua vez,  garante o envolvimento do participante.  Desta forma, a função que o jogo cumpre pode ser entendida como uma estratégia para se atingir objetivos específicos.

http://apsicologiaonline.com.br/produto/como-as-terapias-expressivas-colaboram-no-processo-de-psicoterapia/

 

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